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Acordo Boeing-Embraer pode viabilizar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara


O acordo Boeing-Embraer deve viabilizar parcerias entre Brasil e Estados Unidos no setor espacial, incluindo a concessão do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão. Desde o ano passado, o governo brasileiro negocia com o governo americano um AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas) que possibilitaria a exploração comercial da base de lançamento.


A Boeing é líder global do setor espacial e principal fornecedora de serviços da NASA (agência espacial americana). Já a Embraer ingressou na área recentemente, em 2012, com a criação da Visiona, uma joint venture com a estatal Telebras, que atua como integradora do PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais).

Segundo duas fontes ouvidas pelo portal de notícias Meon, um acordo entre a fabricante brasileira e a gigante norte-americana seria praticamente uma imposição americana para viabilizar a aprovação do AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas).

A parceria estratégica no setor espacial estaria incluída no pacote que está sendo negociado entre a brasileira e a Boeing. A Embraer divulgou, no dia 22 de dezembro, que discute uma eventual combinação de negócios com a gigante americana.

As discussões neste sentido estariam ocorrendo a toque de caixa, segundo uma das fontes ouvidas pelo Meon. O objetivo seria fechar o contrato de concessão do CLA com os EUA antes das eleições presidenciais - ou pelo menos garantir a aprovação de um modelo que atenda aos interesses dos dois países.

Há anos o Brasil tenta uma aliança com os EUA no setor espacial. Em junho do ano passado, o governo Michel Temer enviou um novo AST ao Pentágono (sede da Defesa dos Estados Unidos) - se aprovado pelos americanos, o documento ainda deverá ser submetido ao Congresso Nacional.

Somente com a aprovação do AST o Brasil conseguirá abrir a base de Alcântara para atender ao mercado internacional de lançamentos privados. Segundo o Ministério da Defesa, a exploração comercial do CLA poderia gerar até US$ 1,5 bilhão ao ano.

Porém, sem o aval dos EUA, o CLA fica praticamente impedido de fazer lançamento para qualquer outro país. Isto porque a maioria dos equipamentos espaciais, no mundo, possui algum componente norte-americano - o que exige o acordo prévio para o lançamento.

As fontes consultadas pelo Meon apontam que as conversas entre os dois países estão aceleradas, aguardando alinhamento do setor espacial brasileiro e formatação dos modelos de negócios entre as empresas.


Fonte: Meon

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