As cinco maiores Marinhas do mundo no ano 2030
Por Kyle Mizokami
As Marinhas mais poderosas em 2030 serão um reflexo do estado mais amplo do mundo. Alguns países estão investidos na preservação da ordem internacional atual e vêem o poder naval como um meio de mantê-lo. Outros países emergentes estão construindo Marinhas proporcionais ao seu novo senso de status, muitas vezes procurando desafiar esta ordem.
A mudança para o leste no poder naval continuará em 2030, resultado dos orçamentos de defesa em declínio na Europa e economias em crescimento na Ásia. Enquanto as Marinhas mais poderosas da Guerra Fria estiveram concentradas em grande parte na Europa, em 2030 a China e a Índia vão estar na lista, com o Japão e a Coreia do Sul também pondo em operação forças navais amplas e modernas.
Em termos de navios, há duas classes que irão definir as Marinhas mais poderosas: porta-aviões e submarinos de mísseis balísticos. Porta-aviões refletem a necessidade de manter uma capacidade global, ou mesmo regional de projeção do poder.
Submarinos de mísseis balísticos refletem uma maturação e diversificação do arsenal nuclear do país, buscando a manutenção de uma capacidade de segundo ataque em caso de ataque surpresa. Mais do que qualquer outro tipo, os dois tipos de navios irão definir o poder naval no início a meados do século XXI.
![]() |
| O porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN78) foi comissionado em julho deste ano - Foto Chris Oxley |
Os Estados Unidos, o poder naval dominante desde 1945, continuará a dominar os mares oitenta e cinco anos mais tarde. Em 2030 a Marinha estará a meio caminho do seu plano de construção naval de trinta anos e terá construído três porta-aviões classe “Gerald R. Ford” para iniciar a substituição dos classe “Nimitz”. O número de navios anfíbios deve ser ligeiramente maior do que os números atuais, e o primeiro navio da classe para substituir os submarinos “Ohio” de mísseis balísticos deve entrar em serviço em 2031.
![]() |
| DDG-1000 Zumwalt em testes no mar em 2016 |
![]() |
| Destroyer USS William P. Lawrence (DDG-110) da classe Arleigh Burke |
O Reino Unido
![]() |
| Porta-aviões HMS Queen Elizabeth |
A frota de superfície da Marinha Real, atualmente com dezenove destroyers e fragatas, vai encolher ainda mais a seis destroyers de mísseis guiados Type 45 e oito fragatas Type 26 (Global Combat Ship). O número de submarinos de ataque de propulsão nuclear continuará a ser constante em sete unidades.
![]() |
| Type 26 Global Combat Ship |
![]() |
| SSBN Vanguard |
China
![]() |
| Os futuros porta-aviões da China serão baseados no Liaoning, comprado como sucada na Ucrânia e modernizado em estaleiros chineses. |
A Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy) de 2030 vai continuar a construir sobre o terreno implantado pelo Plano de 2016. Atualmente, a China tem quatro tipos de navios: o destróier de mísseis guiados Tipo 052D, a fragata Type 054A, a corveta Tipo 056 e o de transporte anfíbio Tipo 071. Todos os quatro são projetos maduros em produção em larga escala que irão formar o grosso da frota em 2030.
A previsão, até 2030, é ter noventa e nove submarinos, quatro porta-aviões, 102 destróieres e fragatas, vinte e seis corvetas, setenta e três navios anfíbios e 111 embarcações lança-mísseis, um colossal número de 415 navios no total, bem acima dos 309 da Marinha dos EUA de 2030. Isto colocaria a China em uma posição sólida como a maior Marinha do mundo em número de navios, embora não pela tonelagem total de navios.
![]() |
| Corvetas chinesas Type 56 |
![]() |
| Fragata Type 054A |
![]() |
| Submarino nuclear de mísseis balísticos tipo 094 |
A Marinha da Índia será a segunda (ou terceira, se contarmos a Rússia) Marinha asiática nesta lista. A Índia recentemente começou a despejar enormes recursos em seu poder naval, e como resultado em 2030 poderá ter uma dos cinco maiores Marinhas do planeta.
![]() |
| INS Vikramaditya durante testes no mar |
![]() |
| Destroyer indiano INS Kolkata |
![]() |
| INS Vikrant - o segundo porta-aviões indiano - está planejado para entrar em serviço em 2020 |
![]() |
| Porta-aviões russo Admiral Kuznetsov |
Em 2030, a posição da Rússia nesta lista será em grande parte devido a sua frota de submarinos de mísseis balísticos. Oito submarinos “Borei”, cada um transportando vinte mísseis Bulava, estarão em serviço, formando a segunda maior frota de submarinos de mísseis balísticos em todo o mundo.
![]() |
| SSBN da classe Borei |
![]() |
| Projeto 23000E Shtorm |
![]() |
| Maquete do destroyer russo classe Leader |
Fonte: The National Interest


















Nenhum comentário