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ALAC - A arma Anti-tanque desenvolvida no Brasil



O ALAC (Arma Leve Anticarro) é uma arma Anti-tanque produzida no brasil pelo Centro Tecnológico do Exército Brasileiro (CTEx) em parceria com a Gespi Aeronáutica.


O ALAC tem um custo de produção relativamente baixo e usa o conceito de plataforma do modelo sueco AT-4, um dos mais vendidos do mundo. A Gespi Aeronáutica desenvolveu o tubo lançador em fibra de vidro e carbono, mais resistente que o AT-4, pesando 7,2 kg, a arma tem um comprimento de 1m. Possuí alça e massa de mira retráteis, que podem ser abertas apenas no momento da utilização.  

O mecanismo de disparo é totalmente mecânico e possui três dispositivos de segurança que impedem o acionamento da arma. O tubo lançador aloja um tiro completo, encartuchado e engastado, composto de estojo de alumínio, carga de projeção, ignitor, granada com carga oca e espoleta de impacto, sendo estabilizada em voo por aletas retráteis.

O alcance efetivo do Alac a um alvo certo com ogiva HEAT é de 300 m, com penetração de 250 a 300 mm em blindagens, capacidade de destruir munições a uma temperatura de até 1000ºC e um tempo máximo de 2 segundos de voo do projétil. Com a munição termobárica, sua performance é adaptada para fins anti-estrutura e a perfuração chega a 900 mm. 

Sendo projetada para uso individual, por ombro, a arma é leve e portável, podendo ser adaptada em carros leves. Sua rusticidade lhe permite ser operado e manutenido sob quaisquer condições climáticas e em qualquer ambiente operacional. 

Pode resistir aos choques decorrentes do seu manuseio ou do transporte e sofrer quedas em lançamentos aeroterrestres sem perder suas características técnicas. A arma tem uma vida útil mínima de 10 anos, quando armazenada em condições adequadas. Além disso, admite a integração de dispositivos de visão noturna.

Após o tiro, o Alac é descartado. Como uma arma leve, seu tubo é construído para suportar o stress de apenas um tiro, não sendo reutilizável e nem podendo ser recarregado.

O Exército Brasileiro opera atualmente menos de 200 unidades, um número que aumentará bastante nos próximos anos, com previsão de que em 2020, o país possua cerca de 2000 aparelhos. 

Por ser mais barato que a arma sueca, O ALAC promete ser muito bem recebido no mercado internacional, com o Azerbaijão adquirindo um lote primário de 50 unidades, sendo considerada uma produção sob licença no país. O México já solicitou 1.200 unidades e o Iraque outras 2.000.

Chile, Peru, Equador e Argentina demonstraram interesse em adquirir o sistema Alac. A demanda estimada entre 2014 e 2015 foi de entre 3 mil a 4 mil unidades. Em 2016, foi divulgado que foram iniciadas discussões preliminares com países como Indonésia e Portugal.




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