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Marinha Brasileira envia proposta a Londres sobre o porta-helicópteros 'Ocean'





O Comando da Marinha enviou ao Ministério da Defesa britânico (MoD), por meio de sua representação em Londres, uma proposta de pagamento parcelado do porta-helicópteros HMS Ocean (L12), de 21.500 toneladas, recentemente oferecido ao Brasil.



Os ingleses estão pedindo cerca de 80 milhões de libras – o equivalente a 99,7 milhões de dólares ou 312,7 milhões de Reais – pelo navio, que será desativado no segundo semestre de 2018, depois de cumprir uma última comissão de longa duração, no Mar Mediterrâneo, entre o fim deste ano e o início do próximo.

De acordo com um oficial ligado ao Comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira, o preço do Ocean pareceu “conveniente”.

No primeiro semestre de 2015 a Marinha comprou o navio-doca multipropósito Bahia (G40) – ex-Siroco francês –, de 12.000 toneladas (a plena carga), por 83 milhões de dólares, que também foram parcelados e ainda estão sendo quitados.

A principal diferença é que o Bahia foi entregue à Marinha do Brasil precisando de alguns reparos e modernizações, e o Ocean foi submetido, há pouco mais de dois anos, a uma ampla remodelação que custou 65 milhões de libras – 254 milhões de Reais – aos cofres de Sua Majestade.

CIWS – Todo o Almirantado apóia a decisão de Leal Ferreira de aprofundar a negociação sobre o Ocean. O próprio Comandante da Marinha sente que as conversações estão bem encaminhadas, e que o pagamento em prestações não causa má impressão aos britânicos.

A Alta Administração Naval também considera que a aquisição do navio exigirá certos trâmites de cunho político-militar, como uma autorização do governo Donald Trump para que o porta-helicópteros seja transferido à Esquadra Brasileira com os três postos de CIWS Phalanx de fabricação americana que possui hoje.

O Phalanx é uma arma de tiro rápido destinada a criar uma espécie de cortina de fogo para a defesa antiaérea a curta distância.





Um dos postos de Phalanx fica na proa do barco, fixado sobre o convoo; outros dois foram montados sobre “bandejas” (foto acima) que ficam nas extremidades de boreste e de bombordo da popa da embarcação (abaixo do convoo).

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