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Brasil pode mudar preferência por sistemas antiaéreos russos: do Pantsir-S1 para o S-300



O Brasil teria desistido de comprar o sistema russo Pantsir-S1 de defesa antiaérea. O pensamento, agora, seria pela aquisição de outro armamento russo, o S-300.

Orçado em mais de US$ 1 bilhão, o sistema Pantsir-S1 foi considerado caro pelas autoridades brasileiras, além de não atender aos requisitos formulados pelos comandantes militares do Ministério da Defesa.

Segundo o jornalista Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos bélicos e militares, as razões para esta desistência são mais de ordem técnica do que financeira. Falando a um site do Brasil, Rezende explica sua posição:



"Em agosto de 2016, houve uma reunião no Comando da Aeronáutica para apreciar todas as propostas de venda para o Brasil de sistemas de defesa antimísseis, e surgiu o consenso de que os mísseis russos Pantsir-S1 não atendiam às necessidades diárias de defesa do país. Todos os mísseis oferecidos tinham alcance médio de 30 quilômetros, e isso não atenderia às necessidades de defesa do país."


Informações de Brasília dão conta de que em 2012 os militares brasileiros apresentaram a cerca de 30 fabricantes de sistemas de defesa antiaérea as especificações consideradas necessárias à defesa do Brasil: entre as exigências constavam as de que as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país e deveriam caber nos aviões de carga da FAB – Força Aérea Brasileira. De acordo com as mesmas fontes, os Pantsir-S1 não atenderiam a essa necessidade.


Segundo Pedro Paulo Rezende, o Brasil não descarta a possibilidade de avaliar outro sistema russo, o S-300. Mas não para já, e sim no futuro. Ele disse a um site que, se a compra dos Pantsir-S1 tivesse sido fechada, os fabricantes russos montariam toda uma assistência tecnológica no Brasil, construindo uma fábrica e transferindo para o país engenheiros, mecânicos e vários outros especialistas na produção do sistema de defesa antiaérea.

Porém, como bem salientou Rezende, a compra deste sistema é assunto para o futuro:

"Não há orçamento. O Brasil está sem verbas para definir de quem comprará seu sistema de defesa antiaérea. Acredito que este assunto só será retomado, no mínimo, no próximo ano."

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