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Projetos de defesa da América Latina para 2017


O ano de 2016 não foi um dos melhores anos para a indústria de defesa latino-americana de maneira geral, que enfrentou desafios devido à instabilidade política e dificuldades financeiras da região. Sob o rastro do ano anterior, 2017 começa com a expectativa do avanço dos projetos desenvolvidos pelas Forças Armadas dos países latino-americanos e os possíveis desdobramentos dos acordos que serão estabelecidos. Conheça alguns dos principais projetos de defesa desenvolvidos na região.

PERU


A Marinha do Peru trabalha hoje na modernização de quatro fragatas Lupo. A Força Naval do País planeja ainda adquirir seis novas fragatas nos próximos anos e, segundo informações divulgadas, alguns modelos já foram pré-selecionados. O programa busca uma fragata com até 4 mil toneladas, que permita a operação com helicópteros de 12 toneladas e com meios para defesa aérea e submarina. A Marinha peruana trabalha para fechar os contratos para as duas primeiras unidades até 2021. Além disso, as Forças Armadas do País apresentam defasagem em todos os ramos. Ainda usam blindados T-55 da década de 1970, os aviões de caça médio precisam ser modernizados, a já anunciada compra de radares de vigilância ainda não foi concretizada e a compra do avião AEW&C anda paralisada.

COLÔMBIA


A Marinha da Colômbia está desenvolvendo o projeto de Plataforma Estratégica de Superfície (PES), apresentado oficialmente em março de 2015. O projeto visa, além da construção das novas PES, a renovação da frota de submarinos e o fortalecimento da capacidade anfíbia e de guarda costeira da Força Naval. No escopo do projeto, a Marinha colombiana busca desenvolver uma fragata multimissão. Como características particulares, a PES será uma embarcação com deslocamento de 3 mil a 5 mil toneladas, com sistemas de defesa aéreo de ponta, mísseis de superfície e sistemas de guerra antissubmarino. O plano de definição contratual do projeto será lançado neste ano e a concorrência deve contar com a participação das empresas Thyssen, Damen, Navantia, Daewoo e STXFrance, de acordo com levantamento do site Infodefensa.

ARGENTINA


Os caças Miraje III foram desativados em 2015 pela Força Aérea Argentina. Em 2018, os três caças A-4AR FightingHawk, que permanecem operacionais, também serão desativados. A partir daí, a Força Aérea do País não terá aeronaves de combate se não comprar novos caças. No ano passado, foi anunciado que a Argentina iria comprar 24 aviões de treinamento 24 T-6C Texas do fabricante americano Beechcraft, mas que poderiam ser usados para o controle das fronteiras e na luta contra o tráfico de drogas. Os aviões foram oferecidos pelo presidente Obama quando ele visitou a Argentina em março passado, e a operação supostamente envolve US$ 240 milhões. O País também estaria negociando com a IAI (Israel Aeroespace Industry) a compra de caças Kfir Block 60.

VENEZUELA 


Apesar da crise enfrentada pelo País, os projetos venezuelanos preveem a recuperação do parque de blindados, aquisição de helicópteros Mi-35M2, compra de caças Su-30 e desenvolvimento do patrulheiro “Comandante Eterno Hugo Chavez”. O país ocupa o quinto lugar na América Latina em gastos militares. Está, além disso, entre as 36 nações do planeta que mais investem no setor. Entre 1999 e 2015, foram gastos mais de US$ 5,6 bilhões em armamentos, de acordo com números do Instituto Internacional de Estocolmo para o Estudo da Paz (Sipri, na sigla em inglês).

BRASIL


No Brasil, as Forças Armadas permanecem com seus projetos estratégicos. Esse é o ano da consolidação do Sisfron (Sistema de Monitoramento de Fronteiras), que já garantiu o dobro do orçamento do ano passado. Neste ano também, o Prosub (Programa de Submarinos) vai avançar com a construção dos submarinos – o primeiro será lançado em 2018. O programa também já garantiu um orçamento de R$ 521 milhões. Além disso ainda veremos a implantação da nova fase do projeto Guarani, consolidação do KC-390 e os avanços do projeto do caça Gripen da FAB.




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