Helicóptero derrubado por rebeldes matam 5 soldados russos na Síria
Cinco soldados russos morreram nesta segunda-feira em um helicóptero de transporte derrubado por forças rebeldes no noroeste da Síria, anunciou o Kremlin, o que aumenta para 18 o número de militares mortos neste país desde a intervenção russa, em 30 de setembro de 2015.
Ao mesmo tempo, os insurgentes e seus aliados extremistas islâmicos procuram escapar ao cerco imposto desde 17 de julho pelas forças do regime nos bairros rebeldes de Aleppo, a grande cidade do norte do país, onde bombardeios lançados por grupos rebeldes mataram ao menos 28 civis na últimas 24 horas.
O ministério russo da Defesa anunciou que o helicóptero abatido transportava dois oficiais e três tripulantes
"Na província de Idleb, tiros a partir do solo abateram nesta segunda-feira um helicóptero de transporte militar Mi-8 que retornava para a base aérea de Hmeimim (na costa oeste) após o mesmo ter lançado ajuda humanitária" em Aleppo, declarou o ministério.
"Segundo as informações que temos do ministério da Defesa, os que estavam no helicóptero morreram. Morreram como heróis porque tentavam direcionar a aeronave para minimizar a quantidade de vítimas em terra", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em declarações à imprensa.
O ataque, o mais grave que teve como alvo as forças russas na Síria desde a intervenção militar de Moscou para apoiar o seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, eleva a 18 o número de soldados russos mortos no país.
De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), o helicóptero foi atingido na fronteira administrativa das províncias de Idleb e Aleppo.
Idleb está praticamente sob controle total de uma coalizão de islamitas e extremistas, incluindo da Frente Al-Nosra, que foi renomeada de Frente Fateh al-Sham depois de se separar da Al-Qaeda.
Ataque rebelde em Aleppo
Na província de Aleppo, a Frente Fateh al-Sham e seus aliados islamitas e rebeldes envolvidos em violentos combates com as tropas do regime nos arredores da cidade de mesmo nome.
Segundo o OSDH, ao menos 28 civis morreram nas últimas 24 horas em bombardeios lançados pelos rebeldes contra dois bairros do sudoeste da cidade controlados pelo regime.
Entre as vítimas há "seis crianças e oito mulheres", informou o OSDH, acrescentando que há dezenas de feridos.
Os insurgentes lançaram no domingo um ataque para tentar aliviar o cerco imposto há mais de duas semanas nas zonas rebeldes no leste da cidade, enquanto os distritos do oeste são controlados pelo regime.
Os combates deixaram dezenas de mortos entre os beligerantes de acordo com OSDH, que não é capaz de fornecer uma avaliação precisa.
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