Turquia amplia poderes policiais e anuncia o fechamento de escolas particulares.
A Turquia prosseguiu neste sábado com os expurgos após a tentativa de golpe de Estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan. O governo também aumentou os poderes da polícia, além de anunciar o fechamento de mais de 1.000 escolas particulares.
Uma semana depois de um grupo de militares tentar tomar o poder em uma operação que incluiu a mobilização de soldados armados e a utilização de tanques e aviões de caça, o governo de Erdogan prendeu milhares de pessoas, e entre elas 300 guardas presidenciais.
As tensões com os Estados Unidos também aumentaram, apesar de Ancara ser um aliado-chave, já que de suas bases saem voos da coalizão liderada por Washington para lutar contra o grupo extremista Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
No centro da discórdia está Fethullah Gülen, um religioso de 75 anos que vive nos Estados Unidos desde 1999, e a quem Erdogan acusa de orquestrar o golpe frustrado, pedindo sua extradição.
Na sexta-feira Obama descartou terminantemente que seu país tinha obtido informações da inteligência antes da tentativa de golpe na Turquia. Além disso, afirmou que o tratamento desse pedido de extradição requirirá que a Turquia apresente evidências de que Gülen estivesse envolvido.
O decreto publicado neste sábado também anunciou a dissolução de 1.043 escolas particulares e de 1.229 associações e fundações.
Segundo um balanço divulgado por Erdogan, continuam presos 10.410 militares, juízes e funcionários, enquanto outras 4.060 pessoas permanecem em prisão preventiva.
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